Alimentar As Crianças da Escolinha de Massangulo, Moçambique

Alimentar As Crianças da Escolinha de Massangulo, Moçambique

O Que É o GAS (Grupo Ação Social)

Projeto: Reforço e Complemento Nutricional para 70 Crianças da Escolinha de Massangulo em Moçambique.

✅ Na cultura local o cuidado das crianças está a cargo das mães. São elas que se preocupam com o cuidado dos filhos e que percorrem a pé ou de bicicleta vários kilómetros até ao centro de saúde local quando eles estão doentes.

✅ O presente projecto pretende reforçar e complementar a alimentação das crianças mais vulneráveis das 10 comunidades nas quais a Missão tem intervenção.

✅ O número estimado é de cerca de 70 crianças com suas mães, que dependem das suas “machambas” para daí tirar o alimento.

✅ Pretendemos, durante este ano e uma vez por semana, dar às mães as condições para melhorar a alimentação dos seus filhos entregando leite e multi-mistura, facilitando a moagem do milho e o seu transporte.

✅ O ponto de distribuição é na Missão de Massangulo e faz-se com a colaboração de 3 monitores a quem de dá formação sobre alimentação e fabrico de multi-mistura, para posteriormente formarem os beneficiários do projecto:

As crianças têm na escolinha as condições que não têm em casa, principalmente no que respeita a alimentação.

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A Realidade do País e da Região

Moçambique

É um país localizado a sul do continente Africano. Tem fronteira com a Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwe, Malawi, Swazilandia, África do Sul e o Oceano Índico. Tem duas zonas geográficas que correspondem às áreas do Norte e Sul do rio Zambeze. A norte a zona de costa é estreita e o terreno é acidentado com montanhas e regiões rochosas nas terras do interior. A sul os terrenos são de planícies mais extensas e também zonas montanhosas no extremo sul.

Administrativamente, Moçambique está dividido em 10 províncias, sendo a capital Maputo. As províncias subdividem-se em 129 distritos e mais abaixo situam-se os Postos Administrativos e localidades, estas representando o nível administrativo mais baixo.

O Português é a língua oficial, mas as línguas locais (principalmente as de origem Bantu) tal como o Makuwa, Xitswa, Ronga, Cindao, etc. são muito usadas.

Tendo sido uma colónia Portuguesa até 1975, Moçambique tem vindo a recuperar lentamente de uma devastadora guerra civil que grassou entre 1977 e 1992 e que opôs o regime Marxista da FRELIMO aos rebeldes da RENAMO.

A guerra causou cerca de 2 milhões de refugiados e 4 milhões de deslocados que entretanto regressaram aos seus locais de origem. O país combina um interior rural extremamente pobre, com infraestruturas arruinadas e uma incipiente vitalidade económica na zona litoral, onde os resorts e oportunidades de negócio se têm vindo a expandir, sem que porém dos lucros destas actividades cheguem à população mais necessitada.

Acima de tudo, Moçambique tem vindo a experienciar anos de recuperação económica, tendo reduzido a dependência de importações e sendo considerado um dos maiores casos de sucesso de reconciliação nacional em África.

A Província do Niassa 

No norte de Moçambique, a província tem uma área de aproximadamente 129 000 Km² com uma população estimada em cerca de 900 000 habitantes. A província está dividida em duas partes: a sul, vale do rio Lúrio.

É maioritariamente habitado por uma maioria de camponeses católicos macua e o seu centro urbano principal é Cuamba. O norte é um planalto que se estende até á Tanzânia e que é habitado principalmente pelo povo Yao, um grupo étnico especializado na agricultura e comércio e praticamente constituído por muçulmanos.

Dada a localização periférica desta província tem vindo a ser deixada de lado e só marginalmente tem sido tocada por iniciativas com vista ao desenvolvimento, quer durante a guerra colonial quer após a independência. A falta de estradas contribuiu para este isolamento e para a paralisia comercial e económica.

Após os acordos de paz em 1992, refugiados, principalmente no vizinho Malawi, começaram a regressar ao Niassa e em muitos casos procuravam novas zonas para se restabelecerem. Nestas áreas, muitas infraestruturas como estradas, escolas, centros de saúde, etc são ainda inexistentes.

Massangulo

A missão de Massangulo, fundada em 1928, compreende todo o território do distrito de Ngaúma (2.421 km2) e está situada a noroeste da Província do Niassa, limitando a oeste com o Distrito de Chimbunila e a este com o Distrito de Mandimba. Ao norte limita com o Distrito de Majuni e ao sul com a republica do Malawi. A cidade mais próxima é Lichinga, situada a 90 km a norte. A sul, a cidade mais próxima é Cuamba, situada a 200 km de distância.

POPULAÇÃO
O total de população do Distrito é 90.898 habitantes segundo o ultimo censo. A população pertence à etnia Ayao. A nível religioso o censo aponta 81.518 muçulmanos, 5.380 cristãos dos quais 2.595 são católicos e 2.395 são de outras confissões religiosas enquanto o número restante pertence a religiões tradicionais africanas.

ECONOMIA
A agricultura é a actividade dominante e envolve quase todos os agregados familiares. É praticada manualmente em pequenas explorações familiares. Produz-se milho, feijão, mandioca e amendoim. A criação de gado é muito fraca. Não existe industria. A principal actividade económica, além da agricultura de subsistência, é o comercio informal.

 

Há cerca de 70 crianças e mães necessitadas que beneficiam dos nossos donativos.

O problema da desnutrição.

Apesar da fertilidade da região e das atividades agrícolas, a desnutrição continua a ser um problema grave.

A desnutrição acontece por razões várias, incluindo:

  • A morte da mãe durante o parto. Muitos nascimentos acontecem em ambientes não controlados, longe de hospitais e dos centros de saúde, com más condições de higiene que põem em perigo saúde das mães e das crianças.
  • HIV / SIDA que afeta um ou ambos os pais.
  • Doenças (malária) e parasitas.
  • Quando a mãe não pode amamentar o seu filho: a falta de conhecimento sobre como proporcionar uma nutrição adequada ao recém nascido.
  • A instabildade climática é também uma realidade. O ano de 2015 foi se inundações e no ano a seguir veio a seca afetar a maioria das explorações agrícolas.

A desnutrição é uma das causas de mortalidade infantil que podemos atenuar ao nível das pequenas comunidades.

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